Fala, Pumpkins! 🎃

Notícia boa pra quem coleciona: The Dark Ride, o disco mais sombrio e pesado que o Helloween já fez, acaba de ganhar uma edição nacional comemorativa de 25 anos.

O lançamento é da parceria Valhall Music / Sound City Records, sob licença da Reigning Phoenix Music (a gravadora atual da banda, a mesma do Giants & Monsters), e veio caprichado: slipcase com hot stamping, OBI, pôster, seis cards exclusivos e duas faixas bônus.

E uma das bônus tem história, que eu conto mais abaixo com o single japonês que está aqui no acervo.

🎥 Unboxing da edição:

Slipcase, contracapa com as bônus, cards e o CD. Vídeo: divulgação Valhall Music.

O que vem na edição de 25 anos

Conteúdo da edição de 25 anos de The Dark Ride: CD em jewel case, slipcase com hot stamping, OBI, pôster e cards
Tudo o que vem na caixa: jewel case, slipcase com hot stamping, OBI, pôster e os cards exclusivos. Divulgação: Valhall Music.
Formato CD em jewel case + slipcase
Slipcase Logo clássico do Helloween em hot stamping
Extras OBI, pôster e 6 cards exclusivos
Faixas As 12 do álbum original + 2 bônus
Selo Valhall Music / Sound City Records, sob licença da Reigning Phoenix Music
Fabricação Brasil (Brazilian Edition)
Onde comprar Site da Valhall Music, Mercado Livre e Shopee

O detalhe que mais me pegou foi o OBI, aquela tira de papel lateral que é marca registrada dos CDs japoneses.

Por aqui ele quase não aparece em lançamento nacional. E numa edição de The Dark Ride ele tem um gosto especial, porque foi justamente no Japão que as faixas bônus desse disco nasceram.

Sobre preço: a Valhall diz que, nos marketplaces, a consulta é só por inbox.

Na loja oficial, quando fechei esta nota (outubro de 2026), o CD estava por R$ 90, ou R$ 85,50 no PIX.

Os 6 cards: o trem fantasma do Helloween

Os cards são o charme da edição: desenhos a traço, cada um transformando uma música num brinquedo de parque de diversões macabro.

Faz todo o sentido: dark ride é como se chama em inglês aquele trem fantasma que anda no escuro dentro do parque.

Pelo que dá pra ler nas fotos de divulgação, tem The Departed Ride, The Torture Ride, The Madness Ride, The Escalation 666 Ride, The Immortal Ride e, claro, a própria The Dark Ride, com a bilheteria na entrada.

O pôster usa a foto clássica da formação da época sobre o céu estrelado da capa, com o título escorrendo pela lateral.

Tracklist completa (com as faixas bônus)

# Faixa Duração
1 Beyond the Portal 0:45
2 Mr. Torture 3:28
3 All Over the Nations 4:55
4 Escalation 666 4:25
5 Mirror Mirror 3:44
6 If I Could Fly 4:09
7 Salvation 5:43
8 The Departed (Sun Is Going Down) 4:37
9 I Live for Your Pain 4:00
10 We Damn the Night 4:06
11 Immortal 4:05
12 The Dark Ride 8:48
13 The Madness of the Crowds (bônus) 4:14
14 Deliver Us From Temptation (bônus) 4:54

De onde vêm as faixas bônus: o single japonês “Mr. Torture”

Capa, contracapa e lateral do OBI do mini-álbum japonês Mr. Torture, do Helloween (Victor, 2000)
O mini-álbum japonês Mr. Torture (Victor, 2000), onde “Deliver Us From Temptation” estreou. Na contracapa, os créditos de cada faixa. Acervo Helloween Brasil.

As duas bônus são das mesmas sessões do disco e, em 2000, circularam como extras de edições especiais, principalmente no Japão.

A história de “Deliver Us From Temptation” dá pra contar com o material aqui do acervo.

Ela estreou no mini-álbum Mr. Torture, lançado só no Japão pela Victor Entertainment em 27 de setembro de 2000 (catálogo VICP-61110), quase um mês antes de o álbum chegar às lojas japonesas.

O encarte credita a música a Markus Grosskopf, com letra dele e de Michael Weikath. A letra é uma crônica ácida sobre hipocrisia religiosa, bem no clima pesado do disco.

Depois, a faixa reapareceu no single If I Could Fly.

“The Madness of the Crowds” teve outro caminho: voltou em 2003 como lado B do single Just A Little Sign, já na época do Rabbit Don’t Come Easy.

A reedição da Nuclear Blast de 2013 já trazia as duas como faixas 13 e 14, na mesma ordem desta edição nacional.

Detalhe de fã pra fã: o OBI do Mr. Torture traz o slogan 守護神復活!!, algo como “o Guardião ressuscitou!!”.

É uma piscadela pro título japonês dos Keeper of the Seven Keys, Shugoshin-den (“A Lenda do Guardião”). A Victor estava vendendo The Dark Ride como a volta do Helloween clássico.

Por que The Dark Ride merece edição de colecionador

Lançado em outubro de 2000, The Dark Ride foi uma virada: guitarras mais graves, riffs mais pesados e um clima noturno que a banda nunca tinha explorado tão a fundo.

Segundo o encarte do Mr. Torture, a produção é de Roy Z (o produtor dos discos solo do Bruce Dickinson), Charlie Bauerfeind e da própria banda, no estúdio Mi Sueño, em Tenerife.

A formação é a da era Deris clássica: Andi Deris nos vocais, Michael Weikath e Roland Grapow nas guitarras, Markus Grosskopf no baixo e Uli Kusch na bateria.

Foi o último disco de estúdio com Grapow e Kusch, que saíram logo depois e fundaram o Masterplan.

Curiosidade de encarte: “Mr. Torture”, que abre o disco depois da intro, é composição do Kusch. E “If I Could Fly”, do Deris, virou um dos maiores hits da fase moderna da banda.

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Fonte: anúncio oficial e página do produto da Valhall Music (outubro de 2026). Créditos e datas do single conferidos no encarte e no OBI do mini-álbum japonês Mr. Torture (Victor Entertainment, VICP-61110), do acervo do site. Vídeo e imagens: divulgação Valhall Music / Sound City Records e scans do acervo Helloween Brasil.

— Bruno Monteiro, fã de Helloween desde sempre. Me acompanhe no Instagram @brunoswiper. Keep on running! 🎃🤘

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