Roland Grapow está de volta: o guitarrista da era Dark Ride do Helloween e o novo Masterplan
Roland Grapow, o lendário guitarrista da era Dark Ride do Helloween, está de volta com um novo álbum do Masterplan. Relembramos seu legado na banda — incluindo a faixa que ele compôs e que o emociona às lágrimas até hoje.
Fala, Pumpkins! Todo fã de Helloween tem um carinho especial por aquela fase virada do milênio — e boa parte dela tem a digital de um cara só: Roland Grapow. O guitarrista que segurou as seis cordas ao lado do Weikath de 1989 a 2001 deu uma entrevista recente e, embora o papo central seja o novo álbum do Masterplan (a banda que ele montou depois de sair daqui), tem muita coisa que interessa pra gente. Bora?
Quem é Roland Grapow pra história do Helloween
Grapow entrou no Helloween para substituir nada menos que Kai Hansen e ficou por mais de uma década, atravessando discos queridíssimos como Master of the Rings, The Time of the Oath, Better Than Raw e o sombrio The Dark Ride. Quer relembrar a trajetória completa dele? Confira a página do Roland Grapow aqui no site.
“The Dark Ride” foi um divisor de águas — e ele chora até hoje
O momento mais bonito da entrevista é quando Grapow fala do álbum The Dark Ride (2000). Segundo ele, foi ali que algo “se abriu” no lado de produção: trabalhando com o produtor Roy Z, aprendeu sobre afinações mais graves e timbres baritone que carregaria pelo resto da carreira.
E tem mais: ele revelou que a faixa-título “The Dark Ride”, que ele compôs, é tão emocional que o leva às lágrimas até hoje. “Não importa se tem gente na sala, eu começo a chorar, fico com os olhos cheios de lágrimas”, contou. “É algo emocional, uma melodia profunda que me agarra.” Quem ouve a música entende perfeitamente.
A demissão e o nascimento do Masterplan
Grapow não esconde que a saída do Helloween, em 2001, foi uma demissão — ele e o baterista Uli Kusch (também ex-Helloween) caíram fora juntos e fundaram o Masterplan sob enorme pressão. “A gente tinha medo do futuro, pressão financeira, o que ia acontecer se o primeiro álbum fracassasse”, lembrou. A resposta foi suor: “Falamos: vamos fazer o melhor trabalho que a gente já fez na vida.” O resultado foi o aclamado disco de estreia do Masterplan, em 2003.
O retorno: “não percebi o quanto sentia falta de compor”
Depois de anos focado só em produção, mixagem e masterização para outros artistas, Grapow conta que sua criatividade tinha ficado “meio bloqueada” — e que voltar a compor para o novo álbum do Masterplan (o primeiro material inédito da banda em cerca de 13 anos) reacendeu a chama.
“Eu nem tinha percebido o quanto sentia falta de escrever músicas”, disse. “Agora estou compondo o tempo todo, é demais.” Sobre o som do novo disco, ele diz ter se sentido totalmente livre, sem ninguém na banda limitando suas ideias — o resultado ficou mais pesado e metálico, uma verdadeira “metamorfose”.
Aos 67, ainda um moleque com a guitarra
A parte mais inspiradora? Grapow, que completa 67 anos, segue apaixonado como no primeiro dia. “Me sinto um moleque pegando a guitarra, dedilhando, e quando tenho uma ideia boa eu gravo no celular”, brincou. Ele também lamentou a era do streaming, em que, segundo ele, “as pessoas não escutam mais a música com profundidade” como na época em que se comprava um disco e ele tocava por meses a fio.
Fica a homenagem a um guitarrista que deixou marcas eternas na nossa banda do coração — e que segue na ativa, criando. Como ele mesmo encerrou, no melhor estilo: “Espero que o pessoal não pare de beber cerveja, porque eu não paro. Saúde!” 🍻
Reviva a era Grapow
Quer matar a saudade? Dá um mergulho no The Dark Ride e nos outros discos da fase dele na nossa discografia completa.
Comentários e seleção por mim, Bruno Monteiro — fã de Helloween de carteirinha. Me acha no Instagram (@brunoswiper). Keep on running! 🎃🤘