Fala, Pumpkins! 🎃 Toda vez que o Kai Hansen senta pra conversar, a gente para tudo pra ouvir — afinal, é o cara que praticamente inventou o power metal melódico e que hoje conecta todas as pontas da história do Helloween. Ele deu uma entrevista recente ao canal Heavy Talk e o papo rendeu ouro: da origem secreta do Pumpkins United ao dia em que ele quase morreu eletrocutado num palco brasileiro. Separei, traduzi e organizei tudo que interessa pra gente aqui embaixo. Bora?

🎥 Assista à íntegra:

Quem é Kai Hansen na história do Helloween

Kai Hansen em estúdio com sua guitarra de teia dourada
Kai Hansen e sua inconfundível guitarra: o guitarrista que fundou o Helloween e depois criou o Gamma Ray.

Pra quem está chegando agora: Kai foi um dos fundadores do Helloween, guitarrista e primeiro vocalista da banda nos clássicos Walls of Jericho e nos dois Keeper of the Seven Keys. Saiu no fim dos anos 80 pra montar o Gamma Ray e voltou em 2017, na reunião histórica do Pumpkins United, depois de 27 anos fora. Quer a trajetória completa dele? Dá uma olhada na página do Kai Hansen aqui no site.

O Pumpkins United não foi sorte: Kai perseguiu a reunião por anos

Todo fã sempre desconfiou que o Kai foi o cara que reconectou a família. Ele confirmou: por anos manteve a ideia viva. “Seria estúpido perder a chance de nos juntarmos antes de estarmos no leito de morte”, disse, contando que cutucava os colegas nos festivais.

E aí ele explicou como os pontos foram se ligando: quando ele e o Michael Kiske entraram no Unisonic, o palco se reabriu pro Kiske — que tinha superado uma fase de fobia de palco graças ao convite pro Avantasia (obrigado, Tobias Sammet). Depois veio a turnê Hellish Rock, que juntou Gamma Ray e Helloween duas vezes e aproximou todo mundo.

As velhas rusgas — e como foram resolvidas fácil

Existiam animosidades antigas entre alguns integrantes. Kai foi discreto e não citou nomes, mas garantiu que, quando finalmente sentaram pra conversar, foi muito mais fácil do que qualquer um imaginava — bastou papo aberto. Num grande encontro com todos os integrantes possíveis e o management, fecharam a turnê Pumpkins United com uma regra simples: fazer a turnê primeiro e decidir o futuro depois. Deu tão certo — mesmo com dois vocalistas, “dois alfas” no mesmo palco — que resolveram continuar e partir pro disco.

Voltar ao Helloween depois de 27 anos — e a saudade do Gamma Ray

Kai Hansen (à esquerda) com a formação do Gamma Ray
Kai (à esquerda) com o Gamma Ray, a banda que ele montou depois de deixar o Helloween nos anos 80.

A volta era um pensamento constante no fundo da cabeça dele. “Infelizmente não posso me clonar, então faço uma coisa de cada vez”, brincou. Está feliz no Helloween, mas admite que sente falta do Gamma Ray e quer fazer mais shows com a banda quando abrir espaço na agenda — lembrando que o Gamma Ray tocou no Brasil há poucos anos, sem nem álbum novo, e foi recebido de braços abertos.

Três guitarristas, três vocalistas: como decidem quem canta o quê

Com uma formação de sete, a curiosidade é saber como se divide o microfone. Segundo Kai, a decisão é sempre sobre o que soa melhor pro álbum — não importa quem escreveu a música. O foco vocal fica com Andi Deris e Michael Kiske; às vezes dois ou três cantam as mesmas partes e, junto com o produtor, decidem no fim o que entra.

Guitarrista que canta ou cantor que toca?

Perguntado sobre como se enxerga, Kai não titubeou: “Amo os dois, mas acho que sou mais um guitarrista que também canta”. O foco, pra ele, sempre foi a guitarra.

As músicas de Kai em Giants & Monsters

Kai assina três faixas de Giants & Monsters como compositor, e duas delas carregam a ideia central do disco: “Giants on the Run” e “We Can Be Gods”. O processo de letra dele é bem espontâneo — ele pega o microfone e canta o que vier; segundo ele, uns 80% já faz sentido de primeira, e o resto é lapidar a fonética depois. “Giants on the Run” nasceu de uma parceria com Andi Deris, que já tinha metade da música e um tema pronto — Kai entrou fácil na ideia.

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E a faixa que fecha o álbum, “Majestic”, esconde uma curiosidade: é o mesmo nome de um álbum do Gamma Ray de 2005. E não é coincidência — a ideia original era que ela fosse a faixa-título do disco. Kai travou na composição, foi caçar o demo antigo nos arquivos e só então conseguiu terminar. A conexão é real.

Vem álbum novo do Gamma Ray?

Por enquanto, só ideia. Kai diz que todo mundo na banda gostaria, mas precisa de tempo e de um bom “game plan” pra acontecer.

O dia em que Kai quase morreu eletrocutado num palco brasileiro

Essa história é lendária. Na primeira vez que veio ao Brasil, nos anos 90, Kai pegou uma gripe no avião — e foi o saudoso André Matos quem deu algo pra ajudar a voz, enquanto outros ofereciam própolis (que ele nem conhecia até então). A banda rodava com equipamento alugado (amplificadores Meteoro!) e só as guitarras próprias na bagagem.

Mas o susto de verdade veio na passagem de som. Havia um zumbido estranho no palco — sinal de que o sistema não estava aterrado. Kai sentou numa escada de ferro com a guitarra e levou o choque: “eu fui frito, fui executado”, contou. Ele conseguiu jogar a guitarra contra a grade da escada, faíscas voando. Só resolveram depois, improvisando um aterramento com um ferro enfiado na terra. Ele ficou abalado — jura que perdeu alguns neurônios ali naquele dia.

Memórias de André Matos

Já que o nome apareceu: sobre o saudoso André Matos, Kai lembrou com carinho que o Angra gravou o primeiro álbum no estúdio dele. Rolou convivência, uns drinks e muita risada, e ele também esteve por perto nas sessões de Avantasia. “Um cara bom”, resumiu.

Por que 7 caras no palco ajudam nos shows longos

Kai Hansen ao vivo tocando uma Les Paul dourada
No palco com a Les Paul dourada: a energia que o público brasileiro vai reviver em setembro de 2026.

Ter sete integrantes tem uma vantagem prática: dá pra um se apoiar no outro. Kai contou que, depois de Ride the Sky emendada com uma balada, às vezes ele nem precisa estar no palco — descansa enquanto os outros seguram as duas guitarras, e revida quando chega a vez dele. Os vocalistas fazem o mesmo rodízio.

A música que Kai quer voltar a tocar

Ele comemorou o retorno de “Twilight of the Gods” ao setlist — uma que sempre quis resgatar. Com 40 anos de estrada e 17 discos de estúdio na discografia, sobra hit: são mais clássicos do que cabe numa noite só.

Helloween no Brasil em setembro de 2026

E a melhor parte pra gente: Kai confirmou que estará no Brasil pra dois shows16 de setembro em Porto Alegre e 19 de setembro em São Paulo. Ele não esconde o amor pelo país e prometeu subir ao palco pra matar a saudade. Todos os detalhes do show de São Paulo (ingressos, preços, data e local) estão neste guia completo, e você também confere a página do evento com o setlist previsto.

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Fonte: entrevista de Kai Hansen ao canal Heavy Talk (YouTube). Assista à íntegra aqui. Trechos traduzidos e resumidos por nós; os créditos das falas são do próprio Kai Hansen.

— Bruno Monteiro, fã de Helloween desde sempre. Me acompanhe no Instagram @brunoswiper. Nos vemos em Porto Alegre e São Paulo! 🎃🤘

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