Fala, Pumpkins! Sabe aquela entrevista que cai no seu colo e você precisa dividir com a comunidade na hora? Pois é. O KNAC.com sentou pra conversar sobre a turnê norte-americana de 2026 e o que era pra ser um papo com o Michael Weikath virou ouro: no meio da call, o Michael Kiske entrou de surpresa — nem ele sabia que ia participar. Os dois Michaels juntos, soltando detalhes do setlist, da produção e até dos planos futuros da banda.

Eu separei tudo que interessa pra gente aqui embaixo, organizado e traduzido. Bora?

Quando começa a turnê do Helloween nos EUA em 2026?

A turnê norte-americana do Helloween começa em 4 de abril de 2026. É a continuação direta da turnê europeia de 40 anos de carreira da banda — o mesmo ciclo do álbum Giants & Monsters que também traz a banda ao Brasil, em São Paulo, no dia 19 de setembro de 2026.

O setlist será o mesmo da turnê europeia

Quem viu os vídeos da perna europeia e babou no repertório pode comemorar: o setlist nos EUA será praticamente o mesmo. Weikath foi direto — não há motivo pra mudar algo que funcionou tão bem.

“É um setlist muito forte, muito bom. Eu mesmo curti tocar, o que nem sempre acontece”, disse o guitarrista. Ele revelou ainda que existem duas faixas “curinga” guardadas nos bastidores, que podem entrar dependendo da casa de show, do tempo disponível ou da demanda do público.

“King for 1000 Years” está de volta (e o Weikath ganhou guitarra nova)

Uma das melhores notícias pra quem ama os épicos: “King for a 1000 Years” voltou ao repertório. Weikath contou que está genuinamente curtindo tocar a faixa de novo — em parte por causa de uma guitarra custom feita sob medida que ele usa especialmente nesse momento do show.

“Você apresenta a sua nova guitarra custom em ‘King for a Thousand Years’… eu curti, curti mesmo”, contou, comparando o timbre quente e encorpado às velhas Gibson humbucker e ao clima dos discos ao vivo do Blue Öyster Cult. Vale o aviso: é uma versão encurtada da música que a banda apresenta ao vivo.

Kiske canta um clássico da era Deris com o Andy

Aqui o jogo virou de um jeito lindo. Nos tempos da Pumpkins United, era o Kiske quem cantava os clássicos da era dele (como “Keeper” e “Halloween”) junto com o Andi Deris. Agora é o contrário: Kiske canta uma faixa clássica da era Deris junto com o próprio Andi.

“Quando sugeriram, eu nem pensei muito… aí entendi: ah, faz total sentido”, disse Kiske. “A gente poderia fazer um monte de coisas assim, a banda já tem história pra isso.” São 40 anos de estrada — sobra repertório pra esse tipo de troca generosa entre os dois vocalistas.

A faixa mais difícil de cantar ao vivo

Curiosidade pra quem é da cozinha vocal: Kiske revelou que a música mais exigente de cantar no setlist atual é “Universe (Gravity for Hearts)”, do Giants & Monsters. “Eu fico sem fôlego nela”, admitiu. Já clássicos como “Keeper of the Seven Keys”, mesmo sendo acrobáticos, ele acha prazerosos por terem muito movimento — sobe, desce, vai e volta.

A produção nos EUA será menor que na Europa

Pé no chão aqui: a montagem norte-americana será mais enxuta. Weikath estima cerca de cinco telões e casas de show menores do que as europeias. Os painéis de vídeo são alugados em cada cidade, então a estrutura varia de show pra show.

“Vai ser menor, definitivamente. Não vamos tocar nos lugares grandes da Europa”, explicou — sem perder o bom humor de sempre. A qualidade, segundo ele, deve se manter dentro do possível.

O que vem depois? Os planos “secretos” do Helloween

E o futuro? Os Michaels confirmaram que existe algo especial e inédito sendo planejado para depois dessa turnê — uma ideia do tecladista Yan que, segundo eles, “a banda nunca fez antes”. Weikath fez questão de não entregar o que é.

Eles também relembraram um sonho antigo: um filme-concerto nos moldes de “The Song Remains the Same”, do Led Zeppelin. E tem mais: toda a turnê europeia (incluindo o já lendário show de Los Angeles, com a participação do Chris Jericho) foi gravada — ou seja, pode virar lançamento oficial lá na frente.

No melhor estilo Weikath, ainda sobrou espaço pra piada: o sonho de tocar na Antártida “pra 2 milhões de pinguins”. 🐧

Bastidores: o Weikath nerd de equipamento

Quem acompanha o Weikat sabe que ele é apaixonado por timbre. Na conversa, ele falou da Stratocaster que a mãe comprou pra ele por 450 marcos, dos captadores Velvet Hammer dos anos 70, de um Princeton Reverb da Fender e do sistema digital XFX3 com 260 amplificadores otimizados que troca de timbre automaticamente via MIDI, a partir de um computador atrás da bateria do Daniel Löble. Pura escola old school encontrando a tecnologia. 🤘

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Entrevista original concedida ao KNAC.com (apresentação de Shane). Tradução, seleção e comentários por mim, Bruno Monteiro — fã de Helloween desde sempre. Me acha no Instagram (@brunoswiper) e bora trocar ideia sobre a banda.

Keep on running, Pumpkins! Nos vemos na estrada. 🎃🤘

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