Pink Bubbles Go Ape (1991) é o primeiro álbum do Helloween sem Kai Hansen, que havia deixado a banda para formar o Gamma Ray. Em seu lugar entra Roland Grapow, que ficaria por uma década.

Marcado por problemas com a gravadora e clima interno conturbado, o disco é mais leve, bem-humorado e experimental — o que dividiu a base de fãs na época. Ainda assim, tem momentos legais como “Kids of the Century” e “Number One”.

É um Helloween em transição, buscando identidade depois da era dourada dos Keepers. Curiosidade e contexto histórico garantidos pra quem quer entender a jornada completa.

Por que o disco soa “incompleto”, segundo Michael Kiske

Em entrevista de 2026, Michael Kiske foi bem direto sobre o que deu errado aqui — e o problema, pra ele, não foram as músicas: foi a produção. Depois dos dois Keepers gravados com Tommy Hansen, que puxava a banda pra cima e transformava as ideias no estúdio, o Helloween trocou de produtor. O novo tinha um perfil oposto, de manter tudo simples. O resultado, nas palavras de Kiske, foi praticamente uma regravação das demos, “sem muita criatividade acontecendo” — e é por isso que o álbum soa do jeito que soa.

Ele considera o Pink Bubbles incompleto, e diz gostar mais do Chameleon, justamente porque lá a banda reencontrou Tommy Hansen. Vale o contexto: esse disco também chega depois de dois anos de banda paralisada por uma disputa judicial com a antiga gravadora, que impediu o grupo de gravar e de tocar.

👉 Mais detalhes em nossa cobertura da entrevista de Michael Kiske ao Talk Is Jericho.